Fases da Evolução do Conhecimento
- 31 de out. de 2024
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Os meus avós sonhavam em ter filhos alfabetizados. Os meus pais sonhavam em ter filhos graduados.
Tornei-me a primeira filha e a primeira neta a me graduar. Na faculdade, os professores repetiam constantemente sobre educação continuada. Por isso, Fomos educados a permanecer estudando, e estavam corretos.
Muitos de nós se dedicaram à especializações, MBA’s, mestrados, doutorados e tantas outras formações para desenvolver suas softsilks e hardsilks.
Graduei-me e me especializei em contabilidade, gestão de empresas, compliance, gestão de pessoas, mas percebo que, do ponto de vista técnico, tudo que eu aprendi está em um constante looping de check.
A globalização, o acesso rápido a todo tipo de conteúdo (bons e ruins), a aceleração das inovações, da economia, do mercado, da tecnologia, criou um fluxo frenético de construção e reconstrução/desconstrução.Refleti sobre isso depois de assistir ao filme Lucy, dirigido por Luc Besson, em que a protagonista expande sua capacidade cerebral além dos limites humanos, adquirindo conhecimento e habilidades sobre-humanas de forma acelerada. Analogamente, a globalização e o acesso instantâneo a informações criaram um fluxo intenso de construção e desconstrução, impulsionado pela velocidade das inovações e do mercado. Esse frenesi de dados e tecnologia transforma a sociedade em uma versão ampliada do "potencial cerebral" humano, levando-nos a absorver e processar mais conhecimento, mas também a enfrentar os desafios de lidar com esse excesso.
Depois da minha graduação veio IFRS, Inteligência Emocional, e entre estes e tantas outras atualizações e inovações. Agora, estamos vivendo a reforma tributária e o que eu aprendi na graduação, já não representa há algum tempo, uma verdade a ser 100% aplicada (parcialmente aplicada sim, mas não 100%). O know-how, conceitos básicos e a nossa capacidade de criar, cocriar e analisar, ficaram.
Na faculdade aprendemos sobre regimes de tributação e como apurar pelo menos seis impostos (PIS, COFINS, CSLL, IRPJ, ICMS, IPI e ISS), sem falar nas suas variações e seus incentivos; as diferentes alíquotas entre os estados e etc. Com a reforma tributária, a proposta é a substituição de cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por três: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS). A forma de apuração muda, sem falar na forma declarar e na forma de aplicação destes recursos por parte do Estado.
Na teoria a reforma tributária facilitará a apuração dos tributos, tornará o comercio mais competitivo e trará mais retorno para sociedade. Na prática, até a conclusão da transição, teremos muito mais trabalho, já que contadores de todas as empresas terão que fazer duas apurações paralelas, o que também representa maior custo para as empresas. Teremos muitas dúvidas, com certeza. Depois de 2032, com o fim da transição, tudo deve ser normalizar e aí sim, teremos de fato os números para avaliar prós e contras de forma efetiva.
Estamos passando por uma nova revolução, assim como a humanidade passou pela revolução industrial...
A Quarta Revolução Industrial, apelidada de Indústria 4.0, surgiu em meados de 2010 originária de um projeto na estratégia de alta tecnologia do governo alemão, que visava promover a digitalização da manufatura para estabelecer a Alemanha como um mercado líder e fornecedor de soluções avançadas. (fonte Startse)
... revolução da internet, (contadores passando por uma reciclagem tributária) e agora a revolução da Inteligência Artificial.
Essa nova revolução (IA), promete transformar profundamente o mercado de trabalho, os modelos de negócios e as habilidades exigidas. A Inteligência Artificial (IA) está automatizando tarefas repetitivas e complexas, otimizando processos e aumentando a produtividade. Profissões tradicionais estão sendo remodeladas, e novas carreiras surgem em áreas como análise de dados, desenvolvimento de IA e cibersegurança.
Empresas precisam adaptar-se rapidamente para integrar tecnologias como machine learning, big data e Internet das Coisas (IoT) em suas operações. Com isso, haverá uma demanda crescente por profissionais qualificados em tecnologia, além de uma revalorização de habilidades como criatividade e pensamento crítico, cada vez mais indispensáveis na era da IA.
E agora?
Agora a sabedoria está na dúvida, não na insegurança, na dúvida. Ou seja, na nossa habilidade de ousar questionar nossas próprias convicções, na habilidade de se manter constantemente ágil, atualizado e útil. Sobre se manter aberto para ouvir novas ideias e manter a disposição de se reinventar.Aquele que desenvolver a habilidade de se reinventar pessoalmente, profissionalmente, empreendedoramente, vai permanecer.
As entidades que têm longevidade empresarial são geridas por pessoas que não se apegam ao “eu sempre fiz assim”, “a empresa sempre funcionou assim”, “nós produzimos isso desde que meu avô começou o negócio”.
Longevos, velhos é natural, todos nós valos ficar, é um processo natural da vida desde que a contagem do tempo existe, mas obsoleto, ultrapassado, ah, ficar obsoleto é opcional.
Então, eu não diria esquece tudo que você acha que sabe, mas considere que suas habilidades não são absolutas ou autossuficiente, mas esteja disposto a testar as suas convicções e oportunidades que não podem ser ignoradas. A Inteligência Artificial é real, está aqui, está acontecendo que quer queiramos ou não. Assim como aconteceu com a internet, IA é uma realidade, ou se adapta ou será atropelado por ela.
Para nós seres humanos, ficar velho é natural, mas se tornar obsoleto é opcional. Então, o que vai ser para você?

E voltando ao filme Lucy, por exemplo, protagonizado pela atriz Scarlett Johansson, não trata a inteligência artificial, mas sim, como seria se o ser humano atingisse 100% da sua capacidade mental, tendo capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente. Estudos apontam que usamos apenas 10%, mas com estes 10% chegamos até aqui e criamos todos estes estudos, pesquisas, tecnologia, saúde e bem-estar, assim como criamos também recursos de destrutivos.
Então, no final do dia, o ponto devemos olhar com atenção é: Para que direção queremos conduzir a IA Generativa? Porque mesmo com a IAGen, nós continuamos no controle.Em última análise, o verdadeiro desafio não está na capacidade ou no potencial da Inteligência Artificial Generativa (IAGen), mas em como nós, como sociedade, escolhemos direcioná-la. Assim como os 10% de nossa mente nos trouxeram tanto avanços quanto riscos, a IAGen oferece vastas possibilidades que podem beneficiar ou prejudicar, dependendo do uso que fizermos dela. Precisamos estabelecer limites éticos e objetivos claros para que essa tecnologia, sob nosso controle, contribua positivamente para o futuro, potencializando nossa capacidade de construir e inovar de forma responsável.







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